top of page
Buscar

Marshall Rosenberg: quem criou a CNV e o que ele queria mesmo

Tem uma frase de Marshall Rosenberg que eu nunca esqueci.

"Se eu utilizo a Comunicação Não-Violenta para liberar as pessoas e não as ensino, ao mesmo tempo, a usar sua energia para transformar os sistemas do mundo, então faço parte do problema. Estou essencialmente acalmando as pessoas, tornando-as mais felizes de viver nos sistemas como são."

Essa frase me lembro porque ela é incômoda. E porque ela diz muito sobre quem era esse homem.

Quem foi Marshall Rosenberg

Marshall Rosenberg nasceu em 1934 em Detroit, nos Estados Unidos, numa família judaica que viveu de perto a violência racial da cidade. Essa experiência precoce com conflito e exclusão moldou as perguntas que ele carregou pelo resto da vida: por que algumas pessoas, em situações difíceis, agem com compaixão — e outras, com crueldade?

Ele se tornou psicólogo, estudou com Carl Rogers — criador da abordagem centrada na pessoa — e passou décadas desenvolvendo o que chamou de Nonviolent Communication, a CNV.

Morreu em 2015, depois de ter treinado pessoas em mais de 60 países, de zonas de conflito no Oriente Médio a escolas no interior dos Estados Unidos.

O que ele realmente queria

Rosenberg não queria ensinar técnicas de comunicação.

Ele queria mudar a forma como seres humanos se relacionam — consigo mesmos, entre si, e com os sistemas que organizam a sociedade.

A CNV nasceu do que ele chamava de "linguagem alienante da vida": julgamentos, rótulos, exigências, culpa, vergonha. Ele acreditava que essa linguagem é aprendida — e que portanto pode ser desaprendida.

No lugar dessa linguagem, ele propunha outra: baseada em observação, sentimentos, necessidades e pedidos. Quatro elementos simples. Uma mudança de paradigma enorme.

O que me marcou no contato com essa obra

Tive 360 horas de imersão em CNV com treinadores formados pelo CNVC — o centro internacional fundado pelo próprio Rosenberg. E o que mais me ficou não foi nenhuma técnica.

Foi a pergunta que a CNV coloca de forma implacável: o que está vivo em você agora?

Não o que você deveria sentir. Não o que os outros esperam de você. O que está presente, de verdade, nesse momento.

Essa pergunta muda tudo. E é por isso que continuo aqui, praticando e facilitando.

Por onde começar com Rosenberg

O livro de referência é Comunicação Não-Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, publicado no Brasil pela Ângra Editorial. É uma leitura acessível e direta.

Mas como todo trabalho que envolve autoconhecimento: ler é só o começo. A prática é onde a transformação acontece.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Por que é tão difícil aplicar a CNV no dia a dia?

Você aprende os quatro componentes da CNV. Fica empolgada. Pensa: agora vai ser diferente. Aí chega uma conversa difícil — uma discussão com quem você ama, um colega que te irrita, uma situação que ap

 
 
 
Mentoria em CNV: o que esperar e para quem é

Existe uma diferença entre saber sobre CNV e conseguir viver a CNV. O espaço entre esses dois lugares é onde a mentoria atua. O que é mentoria em CNV — e o que não é Não é terapia. Não é coaching. Não

 
 
 

Comentários


Faça parte da nossa comunidade

Tudo certo, recebemos!

Contato
+55 21.99327.7440
cep.cnv@gmail.com

  • Facebook
  • Instagram

Endereço

Alto da Boa Vista - Rio de Janeiro

© 2022 por CNV Centro de Estudo e Prática

Todos os direitos reservados

bottom of page